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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS LIBERTARMOS E SAIRMOS DA ZONA DE CONFORTO?



A zona de conforto é aquela “zona” em que o hábito comanda o comportamento (acções, pensamentos, atitudes, comportamentos), em que se está habituado a fazer tudo o que não transmite medo, ansiedade ou risco. Esse desempenho constante transmite uma sensação de segurança que ajuda a pessoa a sentir-se confortável, tranquila e descontraída.

O ser humano necessita de se sentir seguro durante toda a sua caminhada – vida. Logo, é relevante que sinta ter a certeza das coisas, de como as obter de forma fácil, sem transtorno, sofrimento, e sem um grande esforço mental para tomar decisões que fazem parte do dia-a-dia. O ser humano é um ser de hábitos, desde que nascemos que isso faz parte da nossa aprendizagem, e o hábito é um padrão mental e comportamento que é construído pela repetição.

No entanto, apesar do hábito ser importante no crescimento, ter consciência de que nem todos os hábitos que se adquirem são saudáveis é determinante que se saiba distinguir um hábito de uma rotina, e de um vício, uma vez que todos são comportamentos automáticos.

O que os distingue? A forma como funcionam. Partimos do conceito de hábito, que é um comportamento automático. Lavar os dentes todos os dias, colocar o lixo num caixote, ser disciplinado, organizado são exemplos de hábitos salutares na medida em que são comportamento que fazemos todos os dias sem que tenhamos um conforto excessivo, direi assim. Obtemos resultados positivos com esses hábitos.

Uma rotina poderá ser um hábito que traz um prazer tal que o cérebro começa a produzir determinados neuro-transmissores que fazem sentir uma comodidade tão prazenteira que se receie perder essa sensação. A rotina instala-se com uma força maior do que um simples hábito. Exemplo: um casal deixa de namorar porque a segurança do outro, o trabalho, os filhos, etc começam a ter mais importância e faz-se o mesmo todos os dias e esquece-se de si próprio e de que a relação precisa de outros estímulos. Estar tão habituado a ver televisão que se esquece de passear.

O vício é um hábito que tem características mais específicas, na medida em que o prazer que se sente é de tal forma forte que queremos sentir cada vez mais. E, o hábito acaba por se transformar numa dependência.

Sabemos que o conceito de procrastinação está directamente relacionado com a zona de conforto, uma vez que se adia o que se sabe, e desejamos fazer. O tentar está relacionado com o acreditar que se está a fazer algo para mudar.

Quando se aprende a ser empreendedor temos acesso a várias ferramentas que ajudam na libertação da zona de conforto:
- ser disciplinado: ter consciência das prioridades e como as gerir;
- ser organizado: saber quem somos , conhecer as nossas capacidades e limitações, e arrumar de forma prática;
- descobrir como se gerem os medos: identificar que medos existem e que estratégias adaptar para a diluição dos mesmos;
- criar o hábito de momentos de relaxamento/meditação: estipular um período diário para estar consigo próprio/a;
- aprender a focar: neste processo adquire-se facilidade em concentrar-se e também a deixar de se preocupar;
- desenvolver a auto-estima: descobrir que ela existe por e para nós, e deixou se ser promovida em função do outro (do que o outro julga ou tem ideia, ou acha que é melhor para nós);
- identificar o que desejamos transformar em nós: neste processo descobrimos o que não é mais útil e ao identificar novos comportamentos, novos objectivos, vive-se a aventura de novos horizontes, como novas ferramentas, paradigmas;
- escolher aprender algo novo e diferente: encoraja-se a determinação do que se é, pelo facto de se ter consciente as capacidades e talentos que nos levam a resultados eficazes;
- escolher mantras/afirmações: no processo de mudança, descobre-se que determinadas crenças não são mais frutíferas e por conseguinte, adquirir novas é conclusivo de novos resultados;
- ser-se tolerante: estar numa zona de conforto é um extremo e ser-se perfeccionista é outro; ambos são estéreis, logo é essencial ser-se tolerante consigo mesmo/a;
- sonhos e “ícones”: ter consciência do que é um sonho (algo para se realizar) e um “ícone”: a tentativa de se ter um sonho.

Outras ferramentas que pode escolher adoptar:
- fazer algo diferente do que os outros fazem, viver algo que nunca se permitiu experimentar;
- descobrir novos paradigmas: por exemplo nem tudo é bom e/ou mau;
- o que resulta comigo, pode não resultar com o outro: a minha zona de conforto pode não ser igual ao do outro;
- viver o presente;
- errar/falhar não é negativo, é aprender.

Sair da sua zona de conforto é dar a si mesmo a oportunidade de crescer, aprender e expandir o seu reportório profissional e pessoal” - Andy Molinsky

Com certeza que cada um encontrará variáveis diferentes do outro no que diz respeito à sua zona de conforto e será natural que as ferramentas podem ter uso de forma diferenciada.

O primeiro passo é conhecer-se bem, aceitar-se e depois começar a viver o que quer para si. Sem estes ingredientes, avançar será mais árduo. Com certeza que é possível. Todos os caminhos são possíveis e nada acontece sem uma determinada funcionalidade.

Descobrir o que são as lições de vida em que se pode trabalhar, contribui para deixarmos de viver numa zona de conforto estéril. A meditação pode significar uma zona de conforto que não quero deixar de viver, porque me traz, exactamente isso: conforto e tranquilidade!

Ana Guerra

(escrita sem Acordo Ortográfico)























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