Ano 2018

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terça-feira, 3 de abril de 2018


Somos nós que permitimos sentir a ofensa



Quando somos crianças, desconhecemos o que esta palavra significa, por que na convivência com o outro, isso não existe. A infância é uma etapa do desenvolvimento em que recebemos informação. Por acreditarmos nos que nos transmitem segurança, e confiamos, aceitamos tudo como uma verdade. Ou nos ensinam a pensarmos por nós mesmos, ou vamos viver através de dogmas, isto é, a verdade do outro é inquestionável.
O processo seguinte é escolhermos os valores e princípios que o outro usa, que passam a ser nossos e isso irá condicionar todo o nosso comportamento. Nesse processo ou gerimos essa informação de modo que faça sentido para nós, ou assumimos essas verdades também como nossas.
Há comportamentos que se transformam em hábitos, e isso funciona, mais uma vez de forma automática. O que acontece? Acontece que passamos a usar o que fomos adquirindo. Vemos desde muito cedo, as pessoas discutirem e agredirem-se verbal e/ou fisicamente. E, é-nos dito que nos ofendemos com isso. As pessoas habituam-se que se ofendem, mesmo que nunca tenham parado para pensar se efectivamente se ofendem ou são ofendidos. Então, as pessoas crescem a ofender e a ofenderem-se, certo?
É evidente que as pessoas começam a ter consciência que determinados estímulos têm um resultado que desejam: incomodar, manipular, desequilibrar o outro com um preciso fim. Aqui existe uma intenção, é um facto. Então, a ofensa é mesmo isso que se pretende: ofender, magoar o outro com um objectivo.
Este é o panorama que conhecemos desde sempre, até hoje. No entanto, temos um novo paradigma que pode ajudar a transformar este com o qual se continua a sofrer. Hoje, começamos a escolher: despir a dor, o sofrimento. O novo paradigma: Não é o outro que nos magoa, com o que diz ou faz, no entanto, somos nós que permitimos que isso aconteça. Funciona com todos, e para todos.
Aprender a ser assertivo é uma boa estratégia, e escolha, para deixarmos de "ofender". Se o que o outro diz. ou faz, ainda nos incomoda, provavelmente, é por termos algo dentro de nós que ainda não está em harmonia, em equilíbrio, por resolver, e esse estímulo é como algo que abre uma ferida ou toca na mesma. Exemplo: se tenho determinado comportamento, que é um estímulo para o outro, e este reage quando a intenção do mesmo não é ofender, terá sido a interpretação que fez desse estímulo que resulta, ou não, em sentir-se magoado,ofendido. E, o mesmo acontece quando é ao contrário, posso interpretar segundo a minha perspectiva.
Ora, uma nova gestão é: se o que o outro diz,ou faz, não tem sentido para mim, por que é que me irei sentir ofendido/a só porque aquilo costuma ter esse efeito? Ah, disse que eu era imbecil. Sou imbecil? Não! Então, por que me vou ofender? Só porque quando me chamam nomes eu tenho que imediatamente reagir como sendo uma ofensa? Que ganho tenho? Que utilidade? Gasto energia, irrito-me e depois não vou deixar de ser quem sou, certo?
Existe outra escolha: foco-me em mim, e não valorizo o estímulo do outro. Como por exemplo, uma bolha branca em meu redor; numa luz; numa montanha, vejo-me sentado/a à beira-mar. Posso escolher o que quiser, e tenho a certeza que mantenho a minha serenidade, mesmo que o outro esperneie. Também posso ser assertivo/a e dizer: - Vamos terminar aqui; não permito que fales dessa forma comigo - tranquilamente e com segurança. E, sigo o meu caminho. Portanto, a ofensa existe dentro de nós, no que acreditamos que é uma ofensa. A nossa atitude diz: Ah, tenho que me defender (então é porque me senti atacado). E, a minha imagem na sociedade... bla,bla, bla
Tenho necessidade de provar o meu valor ao outro?
Ana Guerra
(escrita sem Acordo ortográfico)


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