Ano 2018

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

MENSAGEM DA SEMANA

COMO SUPERAR OS TEUS MEDOS?




As emoções caracterizam o ser humano. A forma como o ser humano gere as emoções distingue-o de outros seres vivos. De onde surgem? Existem várias teorias para esclarecer a origem das mesmas. No entanto para o autoconhecimento não é o mais relevante.

Diferença entre emoções e sentimentos – a maioria do ser humano confunde ou considera que é o mesmo. A emoção é causada por um estímulo, interno ou externo; é algo que não se controla, é um processo automático. A gestão das emoções é uma aprendizagem, que nos leva a viver com menos sofrimento e logo, mais alegria.

Quando nasces os teus medos são simples e naturais, fazem parte do teu organismo, do que chamamos instinto. Ter medo de cair, (de ouvir ruídos, ser abandonado). No entanto, cais e levantas-te; não alimentas esse medo. Usa essa estratégia que a Natureza te ensina de modo a que os medos se cinjam aos de sobrevivência. Todos os outros podem ter origem em situações que viveste ou outros que tu crias ou que ao teu redor é costume tê-los, e podes mudar isso. Viver sem ter algo que te apoquente.

Esta particular emoção – o medo – é visto como algo pouco positivo. No entanto, reconhecemos que sem ele (instinto) podemos colocar a nossa vida em risco, ou a de outro ser. Com certeza que existe um equilíbrio para ser vivido. Uma vez que seja alimentado em excesso, pode tornar-se patológico (pânico, terror), numa fobia.

Outras emoções e sintomas fisiológicos (sinais) estão associadas ao teres consciência que é um medo. Tais como ansiedade, “borboletas” no estômago, dores de cabeça, cólicas, palpitações, respiração acelerada, suores.

Como acontece ter-se medo?

- situações vividas, que fazem sentir receio, ansiedade; que foram traumatizantes:
- estórias que foram contadas com dramatismo e se acredita como verdade;
- falta de auto-estima;
- comportamentos que se copiam, aprendidos desde a infância.
- podemos considerar, também, situações vividas noutra vida e que ficaram por resolver e podem ser sido de tal forma marcantes que vêm connosco;
- dores físicas, doenças;
- fruto da imaginação;
- de situações do futuro, em que se foque;
- preocupações.

A gestão de cada medo está relacionada com as crenças, valores, atitudes que cada ser tem, e determinará as consequências de como viver o medo. Ao viver uma situação que nos traz receio, insegurança, ansiedade, tende-se a manter uma memória menos positiva, que volte a acontecer e o medo está criado. Da mesma forma se processa quando escutamos experiências vividas por outras pessoas, fica-se com receio que aconteça.
Existem diferentes estratégias de modo a diluir as emoções que bloqueiam a caminhada.

A falta de auto-estima quase sempre está associada a inseguranças, descrédito de si mesmo/a, trazendo medos de por exemplo não se conseguir passar num exame, de não conseguir ter um emprego, de não realizar um projecto, etc. O facto de não se conhecer, de ter expectativas muito altas, de usar de forma menos eficaz as suas próprias capacidades, leva à criação de medos. Todas as vias que assegurem o autodesenvolvimento são sugeridas como eficazes e sobretudo as com que cada um se sinta sintonizado/a.

Quando crescemos apreendemos uma série de comportamentos que passamos a viver como nossos, acreditando que fazem parte da nossa personalidade e também valores, crenças, atitudes. À medida que crescemos podemos descobrir que algumas dessas aprendizagens nos são inúteis e trazem dor. Ao estar habituado/a a conviver com pessoas que têm determinados medos, eles passam a fazer parte da realidade em que crescemos e isso é uma realidade que não questionamos.

O melhor caminho para a substituição de hábitos é em primeiro lugar, conhecer-se, aceitar-se e identificar o que reconhece como fazendo parte do seu carácter, personalidade e o que efectivamente não faz parte.



Para os que acreditam que tivemos outras vidas, na Terra, há acontecimentos que foram vividos de forma traumática, ou ficaram por resolver; isso pode levar-nos a comportamentos, emoções, que se encontram pouco claros nesta vida, na medida em que se encontram no inconsciente. Através da terapia regressiva, ou da hipnoterapia, o reviver dessas situações desbloqueia aquilo que permanecia escondido e que contudo encaminha para comportamentos indesejados. É um processo acompanhado e supostamente esclarecido a quem recorre. Quando se tem acesso à informação isso contribui para menos inseguranças, medos.

O estar doente, seja algo crónico ou não, leva a temer pelo momento presente ou futuro. A ciência, cada vez mais, esclarece que a doença tem várias causas e muitas delas podem ser resolvidas através de terapias alopatas ou não, e seguramente a mente da pessoa tem uma contribuição responsável pelo estado em que se encontra. A atitude que se tem perante o estado é fulcral na sua evolução e desenvolvimento. Ter um/a profissional competente ao lado e a atitude ser consciente das suas capacidades ajuda e tem resolvido situações que se criam insolúveis. Outras se tornam aceites e vivem de forma muito mais equilibrada e com qualidade de vida.

As pessoas são ensinadas que responsabilidade está relacionada com a forma como vivem a sua vida, e pensar no futuro é uma delas. O passado é algo que se viveu, deixou de existir, o seu retorno é inexistente neste planeta, por ora. O futuro é algo inexistente; que é imaginário. Apesar de ter acesso a esta informação, a maioria dos seres humanos foram criados a acreditar que recordar é maravilhoso (talvez um tema para reflectirmos) e que estar apegado a isso é fabuloso. A experiência tem indicado que nem sempre isso sucede. Muitos medos advêm do que aconteceu, não se deseja repetir. Podemos aprender com o que foi vivido e extrair o melhor fruto disso.

Quanto ao futuro, ter a preocupação do que pode suceder, pode gerar medos e desilusões. Alimentar expectativas que podem ter outras expressões. Novos paradigmas trouxeram diferentes perspectivas: o passado e o futuro não existem, viver o presente tem sido demonstrado que é mais eficiente e eficaz. Focar-se no momento que se vive, traz frutos mais satisfatórios.

O mesmo sucede com as preocupações. Se não te preocupares não és boa pessoa, responsável. Podemos substituir isso por desafios é a minha partilha pessoal. Descobri que preocupar-me não me trazia nada a não ser desagrado e tristeza, pesar, quando tudo se resolvia. Através da minha experiência empírica e partilha de outras pessoas descobri que quando faço o que me compete, viver sem expectativas e deixar fluir, resulta em ser surpreendida pelos acontecimentos solucionados e outros fantásticos.

Alguns dos muitos exemplos referidos por vários participantes, ao serem confrontados com a questão: que medos tens?

Exemplos de medos: ter medo de chegar a velho e não ter vivido; medo duma velhice com demência; falta de saúde; medos dos patrões, de perder o trabalho, de decepcionar, do desconhecido, medo de ter medo; que aconteça algum mal à minha família, medo de terramotos; medo de não pagar as contas; medo de ficar sozinha/o; medo de ser traída, ser ridicularizado/a; ser abandonada; de não ter companheiro/a; da solidão; perder o controlo das situações; de ficar doente; de não ter onde viver; medo de ficar incapaz física e mentalmente na velhice; medo de não ter privacidade; sentir o medo como um inimigo; medo de ter de ficar incapacitado/a; medos de cães, cobras, aranhas; medo de alturas; medo da pobreza; de não se relacionar com outras pessoas; falta de saúde, emprego; medo que aconteça algo com os filhos; medo de conduzir; morrer cedo.

Para concluir gostaria de vos deixar a resposta de um dos inquiridos que resume várias atitudes que podem ser escolhidas para se viver ao invés das que trazem dor e que resume o que poderia apresentar como um caminho assertivo e garantidamente com êxito.
Resposta de alguém que já não valoriza o medo:


“Medo… é algo que já ressoa pouco comigo há algum tempo, ele pode emergir casualmente, mas não o valorizo. Aprendi a desvalorizá-lo e tornei-o num padrão. E tudo se tornou mais fácil a partir do momento em que entendi que o processo da morte (desencarne), porque toda uma outra perspectiva foi interiorizada, o que me permite hoje relativizar tudo; o resto adquiri através do trabalho do desapego, assim como o confiar… confiar sempre que se viver em consciência, com a energia correcta, nada me será negado.”


Nota: A palavra medo provém do termo latim metus, que significa inquietação, temor, ansiedade.

Ana Guerra
escrita sem acordo ortográfico

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