Ano 2018

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domingo, 8 de abril de 2018

O Teu Caderno Diário - Terapia MY DISCOVERY


Intuição - O que é?




Do latim intuitione, formato a partir da união de "in-" (em, dentro) e "tuere" (olhar para, guardar). No português, provavelmente uma inflexão do francês "intuition" (contemplação, conhecimento imediato, pressentimento que nos permite adivinhar o que é ou deve ser), originado do latim.

Do latim a palavra que nos diz para olharmos para dentro, e do seu significado que nos indica que pressentimos (perceber algo ao longe).


Ora, a intuição chega-nos de onde?

Dizem-nos: “segue a tua intuição”. Que podemos depreender desta expressão?

Costumamos associar a intuição ao um sexto sentido que é algo que não sabemos explicar.

A ciência tem vindo a descodificar todo um conjunto de processos cognitivos que nos ajudam a compreender melhor o funcionamento da nossa mente.

Na minha perspectiva, intuição ou mediunidade (ou estado modificado de consciência) pode significar o mesmo. A intuição é um processo nosso, isto é, do nosso organismo? Ou está relacionado com aquilo que usualmente se designa por alma ou espírito?

Através da minha experiência empírica e de toda uma procura sobre a matéria, cheguei à conclusão que estão interligadas. Acredito que está ligado ao nosso organismo, na medida em que é através do nosso cérebro que é usada, direi assim; é uma capacidade que vivemos/usamos enquanto ser humano assim como quando deixamos o nosso corpo físico.

Ainda se estuda o fenómeno através da ciência, no entanto, o conhecimento empírico deixa-nos mensagens de que acontece e como pode ser usada.

Este prelúdio encaminha-nos para o que desejo esclarecer: como distinguir os pensamentos criados por nós e aquilo que designamos de intuição (independentemente de onde venham esses “pensamentos”, que não iremos focar de momento)?

Há pessoas que conseguem identificar, por terem sentido com alguma evidência essa intuição e ao longo dos anos aprenderam a distinguir os sinais desse fenómeno/capacidade. Outras vivem-no sem ter consciência do mesmo.


Como aprender a fazê-lo?

O método que encontrei para o fazer é um trabalho de equipa; o confronto, ou confirmação, do que sentimos com outra pessoa que esteja mais treinada.

A intuição chega-nos da mesma forma que os pensamentos. A distinção é tão súbtil que é necessário o treino deste exercício: partilhar com o outro e confirmar se sentem o mesmo.



À medida que começamos a identificar essa tal diferença entre uns e outros, descobrimos que são “pensamentos” distintos. A dificuldade em termos a certeza advém da interferência do ego (EU terreno), que nos traz a insegurança e uma densidade impedindo a ligação com o nosso EU (nalgumas teorias o EU Superior).


A maioria das pessoas costuma descurar o que sente considerando que é pensamento seu e não atenta ao sinal de que é uma mensagem (intuição), que a origem do que está a "pensar" ou sentir não é criação sua.


A intuição é algo que podemos usar em nosso benefício e do outro. Como distinguir que o canal que somos é para receber mensagens só para nós ou não.

É uma aprendizagem que se pode escolher viver.


Ana Guerra
(escrita sem acordo ortográfico)
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