A Primavera em Ti!
Conheces a
Primavera como uma estação do ano. Fazes parte duma Natureza, por
conseguinte, existe a Primavera dentro de ti. O que simboliza esta
estação do ano? O renascimento, o semear, o florir, a alegria, o
sol; que te faz sentir alegre, com motivação.
Ora bem, o que
poderei partilhar contigo sobre as primaveras que tenho vivido?
As memórias que
guardo sobre os desafios que vivi, observo-as com um olhar de aluna.
Quando vivia com a preocupação, alguns dias desmotivada, outros em
que me sentia frágil, tinha momentos em que temos vontade de
desistir; tive, sempre, algo dentro de mim, que me ajudava: hoje
estou frágil, contudo amanhã é outro dia, e outra coisa que me
trazia força: saber que nunca estava sozinha.
Claro que cada um
tem as suas crenças, atitudes, valores que ajudam ou não. O crucial
é sentires-te em harmonia com eles e isso trazer-te o equilíbrio
que procuras para te sentires feliz. Aprendi a ter orgulho em mim, a
valorizar-me, a deixar de me justificar perante o outro, e todos os
dias a fortalecer o foco em mim.
Sim, com certeza
que é um desafio tremendo, escolher viver isto todos os dias. Porque
faz com que te empenhes em ti, no que queres. Focar-me em mim,
significa que preciso desenvolver a disciplina. Como faço isso?
Posso escrever, meditar e organizar as tarefas a que me proponho.
Outra das
transformações que vivi, foi despir de mim a culpa. Sim, ela foi-me
transmitida e eu alimentei-a durante alguns anos, o que me dificultou
acreditar em mim própria. Um dia, decidi que isso me fustigava
demais, então comecei a trabalhar dentro de mim; descobri que era a
criadora dessa culpa, exclusivamente. Isso fez com que aprendesse a
ser responsável por mim, deixar de encontrar causas, razões que
atribuía a algo exterior a mim (pessoas, situações) e consegui que
ela deixasse de comandar os meus comportamentos, e fizesse parte das
minhas emoções. Foi libertador.
Que
mais transformações vivi? Deixei de me preocupar, confiando mais em
mim e na frequência com o Universo. Descobri que ao focar-me nas
soluções, mais rapidamente os desafios eram vencidos; muitas vezes,
fui surpreendida por resoluções que nem tinha pensado. Passei a
acreditar que no dia-a-dia acontecem milagres e que aquele conceito
de milagre, algo deslumbrante e inacessível, afinal não era real.
Concluindo: também podemos fazer parte de milagres, em que
participamos com a nossa energia.
Durante
muitos anos escrevi um diário, e essa aventura trouxe-me a
descoberta do quanto é maravilhoso conversarmos connosco próprios.
Além de me ajudar na escrita (pois adoro escrever) isso fortaleceu a
minha capacidade como ser sensitivo (mediunidade, para alguns) e
muitas vezes, surgiram-me pensamentos que vislumbrei que não seriam
meus, e como intuição, fui usando cada vez mais. Posso partilhar
contigo, que nos últimos anos compreendi que a intuição está nas
mais pequenas e simples coisas, e que nem tudo o que acontece com um
rosto de desagradável o é, se parar e perguntar-me: o que tenho a
aprender com isto que aconteceu?
Fico
muitas vezes surpreendida com o facto de dar por mim a verificar que
até quando vou às compras, “escuto”: compra pão, quando nem me
lembrava. Não tenho necessidade de saber quem, ou como, chegam até
mim determinados “pensamentos”, e, sim o quanto eles me ajudam a
sentir-me mais confiante e segura comigo mesma.
Outro
novo hábito, que associei a este ser que tem Primaveras em si, é de
agradecer o que me ajuda a viver. O cliente que chega sem ser
esperado; a solução àquele desafio; o facto de ter o que comer,
todos os dias; ter os instrumentos para fazer o que gosto, e
mencionar outras coisas, seria imenso descrever tudo o que faz parte
da minha vida.
Somos
criaturas de hábitos, e isso recorda-me a Primavera que utilizo
quando páro e quebro algumas rotinas, que podem levar-me à zona de
conforto e que me trazem insatisfação. Por natureza reajo a algum
tipo de rotina, o que condiz com a criatividade e imaginação que
fazem parte do meu ser. Contudo, enquanto ser humano, claro que tenho
hábitos; por um lado, é positivo, por outro criei um “censor”
que me avisa quando algumas rotinas fazem com que permaneça no mesmo
lugar. Costumo respeitar os meus ritmos e isso ensinou-me a escutar o
meu organismo. Parar faz parte do hábito de escrever no diário, e
escutar os meus pensamentos. Se eles me ajudam ou nem por isso.
Um
dia recebi uma mensagem de que somos os jardineiros do Jardim que é
a nossa vida. Isso faz-me ter o hábito de cuidar de mim para mim,
contudo também ter consciência que nada é permanente, tudo se
transforma. Perguntar-me como é que isso me beneficia, é outro
hábito que adquiri. Alguns valores com que cresci, mudei para
outros. Sim, não é difícil para mim, uma vez que fui ensinada a
pensar por mim, a questionar, nem sempre concordo com regras que nos
desejam impor.
Ah, uma atitude que
solidifiquei em mim, foi acordar bem disposta. Na generalidade é
esse o meu estado de espírito ao despertar (durmo bem, sem pesadelos
ou dificuldades), contudo poderemos receber, ou criar, estímulos de
modo a que a nossa emoção mude. Adoptei esta atitude: escolho como
quero estar; isso faz com que veja o mundo ao meu redor de forma a
sentir-me bem comigo, aconteça o que acontecer.
Perguntas-me: não
te chateias, irritas ou… Hoje em dia, raramente, contudo mesmo que
essas emoções aflorem, posso escolher continuar a senti-las ou não.
Não se trata de controlar emoções (isso não é possível, pelo
facto de elas serem automáticas), todavia, posso escolher continuar
a sentir algo, ou não. Se me desagrada, eu transformo isso de modo a
sentir-me em harmonia. Sim, umas vezes pode ser mais árduo, no
entanto, é possível.
A
minha dádiva primaveril, uma vez que a frase que este mês serviu de
mote, é: “Aprendi
com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.” -
Cecília Meireles,
é
permitires-te experimentar conheceres-te, focares-te em ti e no que
queres. Sermos feitos de energia, faz com que as leis da física
funcionem e que podes colocaá-las em prática. És um emissor e um
receptor.
Como
partilhei, um dia destes: Os sorrisos partilham a alegria da Tua
foçra!
Ana
Guerra
(escrita
sem acordo ortográfico)
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