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quarta-feira, 29 de março de 2017

A probabilidade de ter sucesso numa relação depois dos 50 anos


Sugeriram-me um tema como debate num artigo: que factores são cruciais para o sucesso de uma relação depois dos 50 anos.
Poderei referir que esses factores são necessários em qualquer relação, seja em que idade cronológica, uma vez que são pilares para a mesma.

Iremos referi-los, mais à frente.

O que geralmente acontece, nas relações após os 50 anos, é que as pessoas têm muitos medos e expectativas, que as condicionam na sua nova relação. 
Têm hábitos que costumam interferir naquilo que procuram. Daí, a probabilidade de terem sucesso ser menor, uma vez que não são assertivos na sua comunicação.

O pilar basilar de qualquer relação é a confiança. 
Quem acreditar que não é crucial, as suas relações são fugazes, sem verdade. 
Quando se é jovem, a confiança é mais espontânea; à medida que se vive mais do que uma relação, pode surgir a insegurança, a desconfiança. Ora, é possível existir uma relação sólida sem confiança?

A confiança e a verdade precisam de estar de mãos dadas em todas as relações, no entanto, é essencial nas relações a partir dos 50, uma vez que as pessoas têm muito medo de sofrer. 
Claro que diria, que isso acontece em todas as relações, principalmente todas que não são as primeiras. Todas as pessoas que tiveram uma relação com sofrimento, têm muito medo de voltar a passar pelo mesmo.

          É importante que as pessoas se conheçam a elas próprias. 
         Será que isso acontece? A maior parte das pessoas são seres maduros? 
         Parece que nem sempre,ou maioritariamente isso não sucede.

Ora bem, um dos grandes desafios das relações após os 35, diria, é exactamente dois seres poderem crescer junto, lado a lado, com assertividade. Outro desafio é viver com a sua individualidade. Todas as relações que deixam de viver a liberdade do outro, acabam por cair em erros do passado.

Interessante... À medida que escrevo, sinto que cada aspecto é crucial em qualquer relação – gostaria de deixar isto bem claro, aqui. No fundo todos estes aspectos são necessários ao sucesso de qualquer relação.

Ora, falámos de confiança, verdade, assertividade, maturidade… 
Que podemos referir mais?

Descobrir que ser feliz está em cada um, e não propriamente no outro, também é sinal de prosperidade numa relação. Todos os que ainda acreditam que ser feliz depende do outro, têm mais do mesmo, como se usa dizer. Logo é primoroso amarem-se a si próprios, primeiro. Só podemos dar o que damos a nós, em primeiro lugar.

O companheirismo é outra “veste” que faz parte do nosso guarda-roupa. E, juntamente a cumplicidade. É maravilhoso viver momentos cúmplices, de aventura, de descoberta. Todas as que perdem este colorido têm tendência a diluírem-se. Mesmo que aquilo que é denominado como romantismo faça parte desse companheirismo, a sedução faz parte duma doce e rica combinação. A amizade é a revelação desta simbiose.
Referimos alguns dos ingredientes para construir uma relação de sucesso. Está na paleta!

Vamos descascar alguns aspectos?

Como viver a assertividade? Sermos verdadeiros connosco prórios/as e deixar de ter medo de partilhar o que se sente. Assertividade significa tranquilidade, dizer o que se deseja comunicar sem agressividade, com clareza. Ao vivermos a verdade, a assertividade faz parte do nosso comportamento para si e para o outro.
A estrutura basilar – amizade – nasce a partir de cada passo e entrega.

Ter consciciência dos valores, atitudes, crenças que temos é relevante de modo a que aquilo que tememos não se repita. Muitas vezes, crescemos com comportamentos que se tornaram hábitos e não nos aperbemos que isso determina aquilo que pretendemos evitar.

Outra ideia préconcebida que as pessoas a partir de uma determinada idade têm é que a paixão não existe mais, que não faz sentido. 
Ora bem, a paixão é um dos estados mais maravilhosos que o ser humano pode desfrutar. A paixão existe em todas as áreas do nosso caminho, logo é antes uma atitude do que ser um estado de espírito. Também, sabemos que muitos acreditam que a paixão nasce no início da relação (muitos confundem atracção física, ou outra, por paixão; é um erro crasso) e que depois desaparece.
Poderei partilhar convosco que isso segue estes parâmetros se fôr a vossa crença, uma vez que não precisa ser desta forma. A paixão vem e vai. Ou até mesmo vivê-la sempre, com mais ou menos intensidade, direi assim.
O ser que amamos é alguém pelo qual poderemos estar sempre apaixonados. Isso depende de cada um de nós. Sabemos que a rotina é algo que mina qualquer relação, até mesmo a que tem consigo próprio/a.
Outra questão, que me apercebo que as pessoas a partir dos 40 anos, por exemplo, no que diz respeito a uma relação que desejam, é se esquecerem que tudo o que aprenderam pode ser benéfico e ter como objectivo: acreditar que não existem desafios que não possam ser vencidos pelos dois. Ao acreditar que isto é possível, a relação cresce e amadurece, a confiança entre ambos é de tal forma coexa, que se sentem seguros por essa certeza: que juntos conseguem vencer.

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