Ano 2018

Ano 2018
O Jogo que te traz informações e mensagens para 2018!

quinta-feira, 29 de março de 2018

O Teu Caderno Diário - Terapia MY DISCOVERY

Amar é ser Livre!



“Um sentimento puro que invade o coração e transforma a vida. Não aceita controle, não mede esforços e é incondicional. Cura doenças, perdoa, lava a alma! Faz ver as estrelas
em plena luz do dia... Invade os nossos pensamentos e é pura luz! Se nos fixarmos no momento presente, no "aqui e agora", podemos captar a beleza da existência divina na vida
diária. Perceber as "nuances", com a intuição dando toques subtis do que a nossa essência pede. Não o ego, aquela parte nossa que clama por aplausos, status e bens materiais.
Mesmo porque não levaremos nada daqui, só o nosso autoconhecimento. Descobrir o caminho do meio, alcançando o equilíbrio e bem-estar. Despertar a voz interior. Tudo
isto exige coragem para enfrentar mudanças. Encarar a vida de frente, sem entrar em atalhos. Sem preconceitos e julgamentos. Se seguirmos a voz do coração, a Lei da
Sincronicidade invade a alma. Faz aparecer a pessoa com a informação que precisamos, no momento certo e no local exato. Sermos coerentes com o nosso eu interior exige sinceridade.
Se doenças ou adversidades aparecem a todo momento, isto significa que não estamos seguindo o fluxo do destino. Sentimentos que não têm explicação, não adianta forçarmos a barra. Por exemplo: se é apenas amizade, podemos até tapar o sol com a peneira, nos enganarmos durante um certo tempo, mas não vira amor... No amor não há cobranças, a confiança é total. Ninguém é dono de ninguém! Ciúmes, dependência, mentiras, necessidade de um terceiro(a) indicam que o relacionamento está frágil.
Sofrimentos, inseguranças não fazem parte desta história. Vinganças não levam à nada. Tudo são experiências e vivências... Quanto mais amor incondicional você distribuir, pela Lei da Acção e Reacção, mais você recebe! Faça as coisas sem segundas intenções, só pela generosidade da alma. Veja o lado positivo das coisas. Absorva estes conceitos de coração e não da boca para fora. Tenha gratidão por tudo de bom que a vida proporciona a você! A vida é maravilhosa sob todos os aspectos. Dizem que nada é por acaso, e nada acontece sem que tenhamos a capacidade de resolver! Tudo já foi combinado no astral e vale a pena curtir intensamente as mudanças. É na crise, no caos, que vem a transformação... Para que possamos crescer como seres humanos e valorizar cada vez mais o Amor...” - Mon Liu

Este é um texto, que nos elucida, de forma simples, o que é viver o AMOR no nosso dia-a-dia.
Aprender a viver o AMOR, desta forma, é uma aprendizagem possível, apesar de escutarmos que não é possível “controlar” o que se sente. Efectivamente, não se controla, e nem tem de se controlar o que se sente. As nossas emoções gerem-se: esse é o segredo.
Antes de falar sobre a gestão das emoções, vou debruçar-me, um pouco, sobre os conceitos subjacentes no texto.
Geralmente, usa-se a palavra Amor quando nos queremos referir a um sentimento, que nutrimos por outro, em diferentes relações. No entanto, a autora quer referir algo, que
ultrapassa um “simples sentimento”. Neste momento, não me expandirei, e refiro-me somente ao conceito de AMOR – a aceitação incondicional de nós próprios e do outro;
aprendizagem principal da vinda do ser humano ao planeta Terra.
Os seres humanos tendem a identificar o que sentem, pela sua intensidade, como um amor para ser vivido a dois de forma amorosa, direi assim; na maior parte das vezes esquecendo, amiúde, outras variáveis tais como a carência, uma vida passada, as suas necessidades (aquilo em que acreditam que precisam), a amizade.


No entanto, retornemos ao Amor...
Partindo do pressuposto que Amor é a aceitação incondicional, a necessidade de mencionar – amor incondicional – surge de que forma? Ora, se está subjacente ao conceito que é incondicional, não é relevante referi-lo.
Da mesma forma, surge a questão: existe amor condicional? Não?! Então, qual a razão de amor incondicional?
Ora, aprendemos que as palavras têm força e poder, e que também é importante sermos claros no que transmitimos... Estamos a ser claros, principalmente para nós, quando dizemos amor incondicional? Achamos que estamos a “ser bonitos” no que dizemos ao outro, e acreditamos que assim recebemos o amor, que tanto acreditamos precisar.
Questão: quando dizemos a alguém: amo-te, temos a certeza do que afirmamos? Acreditamos que sim. Acreditamos que o fazemos sentir bem, e também nos sentimos.
Amar é aceitar o outro sem condições? Surgem muitas dúvidas, quando esta questão é levantada. Seja em que relação fôr, os seres humanos ainda, têm muita dificuldade em aceitar o outro, exactamente como ele é. Existe sempre uma vontade de mudar algumas características. Acreditar que o outro (ou em nós mesmos) pode transformar-se num ser
melhor é uma escolha e decisão próprias.
Ora, quando acreditamos que uma relação seria melhor se o outro mudasse... Aprendemos que resulta, geralmente, em discordância e desequilíbrio. Com certeza que o outro também, deseja que mudemos algumas características em nós mesmos. Fazêmo-lo?
É comum exigir do outro o que não fazemos connosco – “faz o que digo, não faças o que eu faço”. É incoerente, um facto! É um comportamento adquirido, que nos é transmitido
desde a nascença.
Ora, aceitar o outro ou a nós mesmos, é uma aprendizagem. 
Outra questão, que costumam levantar, é: aceitar incondicionalmente, é aceitar tudo no outro? 



Usualmente, confunde-se aceitar com concordar. Aceitar sem condições é isso mesmo: aceitar. Aceitar o outro é permitir, que ele seja quem é; aprender a amar o outro é isso mesmo. Se constatamos, que o outro tem demasiadas características não agradáveis, podemos parar e perguntarmo-nos: queremos acreditar que o amamos? Ou amamos mesmo? O que foi que nos seduziu no outro? O que nos agradou? Que afinidades temos em comum?
Através desta reflexão – ser assertivo – podemos aprender a amarmo-nos, e por conseguinte a amar o outro. Provavelmente, o que nos atraiu foi algo muito físico> uma amizade com rosto de paixão? Acreditamos amar e o tipo de relação que escolhemos viver, ser a via menos gratificante> por que é que nos parece um “amor”? Podemos descobrir, que é uma relação
para ser vivida como uma amizade, ou nem isso.
Voltando um pouco atrás, quando se refere, que é um amor incondicional>esta necessidade, baseia-se no facto de as pessoas “amarem” condicionalmente, e têm de dizer a si mesmas que é incondicional. Assim, como se parte do pressuposto que “amor de mãe” é incondicional. Perdoem-me, por contradizer, no entanto, os factos revelam, que maioritariamente não é vivido dessa forma. As mães são muito possessivas. Por ex.: no Amor existe possessividade? 
Possessividade está abraçado a egoísmo. Ora, é uma combinação pouco expressiva de Amor. Amor é uma troca, que se aprende a viver. Habitualmente, espera-se algo do outro. Outra variável, característica da forma como é vivida a relação: com expectativas (porque se foi habituado a viver com elas, acreditando que sem elas não é possível viver; à frente falaremos desta variável). Quando se espera algo, a troca dilui-se transformando-se numa expectativa. Como é viver uma troca? Uma troca é a vivência de dar e receber. Permitir ao outro de dar, é receber; receber e dar, sem expectativa e sem condição, acaba por ser o mesmo. Como?
Receber é a permissão, que damos ao outro de dar, constituindo uma demonstração de dar da nossa parte.
Dar e receber, quando feito com respeito é viver o Amor; se o egoísmo é a veste que cobre o nosso comportamento, é provável que o sentimento seja outro, logo os frutos serão diferentes do que se espera.
“Um sentimento puro que invade o coração e transforma a vida” - o que significa?
Sentimento puro... As pessoas são ensinadas, desde tenra idade, que existe o puro e impuro = bom e mau.
Um novo paradigma tem sido transmitido nos últimos anos: a de que a nossa caminhada tem um rosto diferente, o de não ser vivida, constantemente, entre o bem e o mal, o certo e errado; a nova perspectiva reside na descoberta da aprendizagem, na construção da Verdade individual, a que nos guia e faz sentido. O que temos a aprender de modo a evoluir. A aventura nos desafios (em vez de problemas), que são os obstáculos, adversidades. Encará-los com este rosto, transforma a nossa emoção perante os mesmos, vivendo-os com entrega, alegria e vontade de aprender. Contrastando com a forma habitual de pesar, desamor, desgraça, culpa ou mesmo azar...

Ana Guerra
(escrita sem acordo ortográfico)
Enviar um comentário